O plástico é fantástico!
Em 2011, o instituto austríaco Denkstatt elaborou um estudo onde é analisado um cenário hipotético em que os plásticos seriam substituídos por produtos alternativos, focando-se especialmente no impacto energético e na emissão de gases contaminantes que resultariam da utilização massificada desses outros materiais.
Conclusão do estudo: haveria um aumento de 61% nas emissões de CO2!
O relatório divide-se em duas partes distintas:
1. Atualização do estudo anterior, de 2005, que analisava o impacto das emissões de gases com efeito de estufa e a poupança de energia derivada da utilização de plásticos, nos países da UE dos 27, Noruega e Suíça.
2. Estabelecer uma projeção para 2020.
Relativamente á primeira parte do estudo, e contando com o total de plásticos postos no mercado (incluindo os dos sectores da construção e automóvel), a substituição massificada destes materiais geraria 3,7 vezes mais volume (cada ano 39Mt de plásticos são convertidas em 146Mt de outros materiais), implicaria um aumento no consumo de energia de 57% (6.690M de Giga joules contra 4.270M de GJ) e aumentaria as emissões de CO2 em 61%, passando de 201Mt a 328Mt.
No caso do acondicionamento, a Denkstatt analisou um total de 57 produtos feitos em plástico, repartidos em 7 categorias: Garrafas de bebidas, pequenos recipientes, outras garrafas, recipientes rígidos, filmes, sacos e outras embalagens flexíveis.
Cerca de 43% do plástico é para E+E
Os primeiros resultados apontam para que 41.3% dos plásticos postos em circulação na Europa estejam destinados ao sector do acondicionamento e que apenas 2,1% dos recipientes plásticos não é suscetível de ser substituído por outro material. A grande vantagem do plástico durante a sua vida útil (o relatório analisa os custos energéticos e de CO2 desde a sua fabricação até à reconversão em resíduos) baseia-se no facto deste ser muito mais eficiente no consumo energético e na libertação de CO2 ao longo de todo o seu percurso.
As variáveis empregadas
1. Eficiência no transporte (o plástico é menos volumoso e pesado do que outros materiais).
2. Conservação dos conteúdos (as melhorias introduzidas no plástico, permitiram alargar a vida útil dos produtos frescos de forma considerável, e determinados materiais transferem melhor o calor e o frio do conteúdo).
Falando do plástico como um todo, substituir os 18.3Mt de plásticos que se consomem, ao nível do acondicionamento, todo os anos na Europa, implicaria gerar 66Mt de outros materiais, um total de 3.6 vezes mais. Relativamente ao consumo energético, o plástico pressupõe um consumo anual de 1.010M GJ no entanto as suas alternativas seriam 2.250M GJ, um crescimento um pouco maior do que o dobro. Por último, no que toca as emissões de CO2, os volumes passariam de 36.6Mt a 97.4Mt ao ano, 166% a mais.
27Mt de petróleo poupadas
Segundo os números, os contentores de plásticos poupam um total de 27Mt de petróleo, equivalentes ao consumo de 25M de automóveis, e o seu desaparecimento aumentaria os custos logísticos já que para a mesma carga seriam necessárias 50% mais viagens.
Espera-se que em 2020, data estimada para que o plástico ultrapasse todos os outros materiais como sistema principal de transporte, por cada tonelada de CO2 emitida na produção de plástico haverá uma poupança de 15t ao longo da sua vida útil