Há vários termos utilizados neste site que podem gerar dúvidas. Para tanto, criamos um pequeno glossário para facilitar o entendimento.
Polímeros:
São materiais orgânicos ou inorgânicos, naturais ou sintéticos, de alto peso molecular, cuja estrutura molecular consiste na repetição de pequenas unidades, chamados meros. A sua composição é baseada num conjunto de cadeias poliméricas. Cada cadeia polimérica é uma macromolécula constituída por união de moléculas simples ligadas por covalência.)
Devido ao seu tamanho avantajado, a molécula de um polímero é chamada macromolécula. A reação que produz o polímero é denominada reação de polimerização. A molécula inicial (monômero) vai, sucessivamente, unindo-se a outras, dando o dímero, trímero, tetrâmero… até chegar ao polímero.
Aparentemente, o processo poderia prosseguir, sem parar, até produzir uma molécula de tamanho "infinito"; no entanto, fatores práticos limitam a continuação da reação.
Polímeros não são apenas os plásticos, eles também entram na constituição do nosso corpo. Por exemplo, o ADN, que contém o código genético que define as características das pessoas e outros seres vivos, é um polímero. Também são polímeros as proteínas e o amido nos alimentos.
Ao aprendermos mais sobre os polímeros que são tão habituais no nosso dia-a-dia podemos aprender como utilizá-los melhor e como reciclá-los melhorando o ambiente.
Degradação de Polímeros:
A norma CEN TC 249/WG9 N120 define degradação de polímeros como: “mudança perniciosa nas propriedades iniciais resultante de clivagem química das macromoléculas formadoras de um item polimérico, a despeito do mecanismo causador da clivagem”.
As mudanças citadas acima constituem transformações físicas e químicas, e o grau de degradação é definido (CEN TC 249/WG9 N120) como:
“Fração de massa de um material original que se degradou sob condições específicas como medido através de dimensões moleculares especificadas sensíveis ao fenômeno”.
Plásticos:
Plástico é a denominação de uma numerosa e prolífica família de materiais sintéticos formados por grandes moléculas. São materiais que se tornam moles pela ação do calor ou solventes e, neste estado, facilmente moldáveis. Aliás, o vocábulo “plástico” indica a relativa facilidade de levar tais materiais ao estado plástico. Podem receber aditivos, como estabilizadores, que lhes conferem resistência a ácidos, calor e raios solares, e também pigmentos, que lhes dão as cores e tonalidades desejadas.
Bioplásticos:
A palavra bioplásticos já não se limita aos plásticos biodegradáveis ou compostáveis, feitos de materiais naturais tais como milho e amido. A palavra bioplásticos está sendo utilizada para plásticos biodegradáveis baseados em petróleo; plásticos baseados em materiais naturais, os quais não são necessariamente biodegradáveis; e combinações de plásticos feitas tanto a partir de materiais derivados de petróleo como vegetais, quer sejam biodegradáveis ou não.
A classificação dos bioplásticos esta a ser redefinida da seguinte forma:
• Plásticos de Base Biológica ou feitos a partir de fontes biológicas, com foco principal na origem dos blocos construtivos de carbono do material, e não na sua destinação ao final da vida útil do produto.
• Plásticos Biodegradáveis com foco na destinação dos materiais ao final da vida útil. '
Nem todos os materiais de base biológica são necessariamente biodegradáveis, tão pouco todo material biodegradável é necessariamente de base biológica. O etileno oriundo do etanol é idêntico ao etileno produzido a partir da nafta, e os plásticos feitos a partir do bio etileno são indistinguíveis daqueles fabricados a partir de resinas derivadas de petróleo. Muitos acreditam que uma das características inerentes a todos os polímeros petroquímicos é que não são biodegradáveis, simplesmente porque são derivados de petróleo. Isto não é verdade.
Plástico Oxobiodegradável:
A norma europeia CEN TC 249/WG9 T120 define a oxo biodegradação como: “Degradação resultante de fenómenos oxidativos e mediados por células tanto de modo simultâneo como sucessivo”.
Os polímeros oxo biodegradáveis, tais como a borracha natural, lignina, lignocelulose assemelham-se aos polímeros sintéticos de hidrocarbonetos, tais como as poliolefinas e poliestireno, e estudos recentes demonstraram que as poliolefinas são biologicamente assimiladas por microrganismos.
Plástico Hidro biodegradável:
A definição de hidro biodegradação é totalmente similar aos oxo biodegradáveis, exceto pelo fato de que o gatilho primário é a água, em vez do oxigénio. Ambos os tipos de biodegradação se aplicam igualmente bem a polímeros naturais e sintéticos. Os polímeros hidro biodegradáveis típicos incluem produtos encontrados naturalmente tais como celulose e seus derivados, amidos e proteínas, cujos mecanismos têm sido estudados há muitos anos. Mais recentemente, as atenções concentraram-se nos polímeros sintéticos hidro biodegradáveis tais como os poliésteres alifáticos e poliamidas.
Compostagem:
A compostagem é o processo de transformação de materiais grosseiros, como palhada e estrume, em materiais orgânicos utilizáveis na agricultura. Este processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microrganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono.
Por essa razão uma pilha de composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas aos microrganismos para que esses degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas.
Compostagem Doméstica e Industrial:
Para o plástico ser considerado compostável os seguintes critérios deverão ser satisfeitos: