Menu principal:


c (1) Películas para Construção CivilSe o produto a ser criado for uma película plástica com uma longa durabilidade, tais como películas para construção civil de impermeabilização ou hidrófugas, as especificações para algumas delas, em alguns países, requerem o uso de um composto de poliolefina virgem e, desse modo, o produto reciclado não é relevante. No caso de todas as outras películas para construção civil, as especificações requerem, por norma, o uso de estabilizantes sempre que necessário. É claro que não existirá uma fórmula pró-degradante em material reciclado de origem doméstica ou de outra matéria-prima de origem desconhecida.No caso das películas para construção civil de qualidade inferior, que não oferecem quaisquer garantias, estas são frequentemente produzidas a partir de material reciclado de origem desconhecida, e o fabricante deve adicionar estabilizantes, tal como no caso anterior, quer a matéria-prima contenha ou não uma fórmula pró-degradante.
c (2) Tubagens
(1) A norma ISO 8779 “Sistemas de tubagens em plástico — condutas em polietileno (PE) para irrigação” determina, na cláusula 4.2, que só se pode utilizar material reprocessável limpo, proveniente da produção do fabricante, se este for derivado da mesma resina utilizada na produção relevante. Como a origem do material será conhecida, não se aplicará com essa finalidade se puder conter alguma formula pró-degradante.(2) A Norma Europeia EN 12201-1 determina, na cláusula 4.3, que artigos como as tubagens em PE de distribuição de água potável só podem ser produzidas a partir de material reciclado fruto de um processo de reaproveitamento. Os resíduos de materiais oxo-biodegradáveis também não são um problema, neste caso.(3) A tubagem SABS[1] é fabricada mediante uma especificação que permite o uso de material reciclado apenas a partir de “resíduos de origem doméstica”. As tubagens de pequeno diâmetro interno de classe 6 e 10 são, por norma, em LDPE, sendo os tamanhos maiores em HDPE.Os “resíduos de origem doméstica” são materiais gerados durante o fabrico de tubagens SABS que podem ser cortadas e acrescentadas.Desse modo, não há qualquer dificuldade no fabrico dessas tubagens, uma vez que a origem do material reciclado é conhecida e não será usada para esse fim se contiver alguma fórmula pró-degradante.(4) A tubagem “equivalente à SABS” é fabricada a partir de material 100% reciclado, mediante as especificações da SABS, mas não está assinalada. Por norma mistura-se 5 a 20% de LDPE a HDPE para adquirir flexibilidade. Para um produto de qualidade em que a garantia é exigida, usam-se resíduos industriais limpos, nos casos em que o historial do produto (fonte e qualidade do material) é conhecido. Desse modo, não conterá uma fórmula pró-degradante.(5) As tubagens agrícolas e domésticas fabricam-se na África do Sul a partir de resíduos 100% LDPE. Normalmente, os mesmos resíduos são utilizados tal como no ponto (c) supra, devendo apenas ser aplicados em situações de baixa tecnologia, se a origem do material reciclado for desconhecida. Devem acrescentar-se sempre estabilizantes, se existir qualquer dúvida sobre a origem desse material, ou em caso de especificações industriais para essa categoria de tubagens, que possam incluir um requisito de adição de estabilizantes.A “Situação de baixa tecnologia” refere-se a tubagens de pequeno diâmetro interno de classe 3 e 6 utilizadas para distribuição de água a gado, animais de caça, ou em sistemas de irrigação domésticos, essencialmente a baixas pressões.

![]() | Demoustier - Manutenção e Conservação, Lda. Av. Salgueiro Maia 1025 Arm 31A - Abóboda - 2785-501 São Domingos de Rana - Portugal |